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Dead by Daylight confirma apoio à diversidade e trará personagem queer ao game

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Dead by Daylight foi lançado em 2016 e tem cada vez alcançado mais sucesso. O jogo de terror da Behaviour Interactive tem fortalecido ainda mais a sua fanbase com recentes colaborações com ícones do terror, games e cultura pop, como Resident Evil, Hellraiser e Stranger Things. E tanto no Brasil, quanto no exterior uma grande parcela dos jogadores e streamers do jogo são da comunidade LGBT+ e a empresa está comprometida a apoiar a diversidade dentro e fora do jogo trazendo até um novo personagem queer a ser introduzido no futuro.

O vilão Trapaça e a sobrevivente Yun-Jin Lee, personagens originais inspirados pela febre K-Pop

“Gosto de imaginar a comunidade [de Dead by Daylight] como sendo um colega de muitas, muitas faces.”

Dave Richards, diretor criativo de Dead by Daylight

“Estamos monitorando canais sociais, fóruns, relatórios de suporte ao jogador, streams, procurando quais são […] as coisas pelas quais as pessoas realmente são apaixonadas.”

Tara Brannigan, diretora do time de experiência do jogador

Tara Brannigan também observa sobre o por quê de o jogo ser tão popular com a comunidade LGBT+, já que o gênero terror sempre teve uma forte interseção com a comunidade. Nos Estados Unidos, por exmeplo a drag queen Deere e a equipe Stream Queens são grandes exemplos do impacto na comunidade queer, talvez também pelo fato de encarar e enfrentar medos, como aponta a diretora do time de experiência do jogador .

E não só a comunidade LGBT+ abraçou o jogo, como a Behavior tem se empenhado em esforços para apoiá-la. O programa Fog Whisperers junta streamers que funcionam como um elo e voz da comunidade, e trabalha diretamente em contato com o time de experiência do jogador de Brannigan, que praticamente o liga aos desenvolvedores do jogo dando voz a seus pedidos.

Os Fog Whisperers também fizeram parte dos eventos do Orgulho LGBT+ no início deste ano, que incluíram uma arrecadação de fundos de caridade e transmissões ao vivo com os principais influenciadores, bem como conteúdo do jogo como o amuleto que pode ser resgatado no jogo com o código PRIDE. O que talvez seja mais importante é o apoio contínuo da equipe em cultivar uma comunidade de apoio, tanto no jogo quanto online. “Queremos ter certeza de que nossa comunidade de jogadores é um espaço seguro“, diz o diretor Richard. Isso envolve adicionar ferramentas para banir jogadores tóxicos e um filtro de bate-papo para garantir que o bate-papo final do jogo seja seguro.

“[Sobre as redes sociais,] nem sempre podemos pegar tudo, mas queremos deixar claro que este é um espaço acolhedor. […] E esse é um espaço acolhedor para todos os nossos jogadores que estão jogando de uma forma inclusiva, divertida e participativa. Não é permitido o ódio.”

Tara Brannigan, diretora do time de experiência do jogador

O apoio também está sendo representado dentro do game, com a desenvolvedora afirmando estar trabalhando junto com a organização americana sem fins lucrativos GaymerX para a criação do primeiro personagem abertamente queer a participar do jogo.

Mesmo com as diversas colaborações, em Dead by Daylight ainda há espaço para personagens originais, como os recentes Mikaela Reid, O Trapaça e Yun-Jin Lee. Os dois últimos inspirados na febre K-Pop e aquela uma bela bruxinha em comemoração ao Halloween. E eles promete ainda mais personagens originais únicos.

A importância de estarem trabalhando junto com uma organização da comunidade LGBT+ realmente significa muito do segredo do sucesso do jogo entre nós. Ainda não há mais detalhes sobre tal personagem, se será um serial killer ou um sobrevivente, ou mesmo quando será lançado, mas a parceria “tem sido incrível“, como afirma Braninggan.

O estúdio demonstra essa vontade e responsabilidade em representar dentro do jogo a diversidade do mundo. “Todos deveriam começar a se ver como heróis, todos deveriam ter aquela experiência em que se veem e se sentem fortalecidos por ela”, diz Brannigan. Mesmo que esse heróis possam ser personagens de um jogo divertido de terror.

“É importante para nós que, ainda que adicionemos essas licenças no jogo, ainda haja um lugar para nossos personagens originais. […] Sempre nos certificamos de reservar espaço para o original, não importa quantas licenças legais possam vir.”

Dave Richards, diretor criativo de Dead by Daylight

Fonte: Eurogamer

Neto Verneque
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