Review | Into the Dead: Our Darkest Days

Desenvolvido pela PikPok e distribuído em parceria com a Boltray Games, Into the Dead: Our Darkest Days mergulha o jogador em uma experiência de sobrevivência tensa e atmosférica no melhor estilo “fuga do apocalipse zumbi”. Lançado em 9 de abril na Steam, o título se destaca por sua combinação engenhosa de gerenciamento de recursos, estratégia por turnos e exploração side-scrolling com ação furtiva.

Ambientado no Texas dos anos 80, o jogo recria com maestria uma cidade fictícia chamada Walton City, agora em ruínas após uma infestação zumbi. A estética retrô, a trilha sonora soturna e os cenários urbanos tomados pelo caos criam uma ambientação envolvente e memorável, que contribui para o clima constante de tensão.

No controle de uma dupla de sobreviventes (entre várias disponíveis), o jogador precisa gerenciar um abrigo, planejar cuidadosamente as atividades diárias e noturnas de cada membro do grupo, e reforçar as defesas para resistir às hordas de zumbis que atacam com frequência. As tarefas são distribuídas em frações de tempo por turno, exigindo escolhas estratégicas para otimizar o trabalho sem sobrecarregar os personagens.

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Mas é na exploração que o jogo brilha. Saquear prédios abandonados, escapar ou enfrentar zumbis em ruas estreitas e escuras, buscar rotas de fuga e descobrir pistas sobre uma possível salvação transformam cada expedição em um momento tenso e gratificante. A variedade de ambientes, os perigos constantes e o equilíbrio entre ação e stealth tornam a experiência dinâmica e imprevisível.

O combate pode ser evitado com furtividade, mas é possível armar seus sobreviventes com itens improvisados e armas fabricadas no abrigo. Cada personagem possui suas limitações e qualidades, o que adiciona uma camada de complexidade ao planejamento. Outro destaque está nas necessidades físicas e psicológicas dos personagens. Além de fome, sede e exaustão, é preciso lidar com traumas, como pesadelos e desespero, o que torna a sobrevivência algo mais humano e desesperador.

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Into the Dead: Our Darkest Days é uma grata surpresa dentro do gênero de sobrevivência. Com sua jogabilidade profunda, atmosfera sombria e uma narrativa emergente que se constrói a partir das escolhas do jogador, o game não apenas homenageia o gênero zumbi, mas também o renova com personalidade e criatividade. Uma excelente pedida para quem busca uma experiência desafiadora, imersiva e repleta de tensão.

Into the Dead: Our Darkest Days
Veredito
Into the Dead: Our Darkest Days é uma grata surpresa dentro do gênero de sobrevivência. Com sua jogabilidade profunda, atmosfera sombria e uma narrativa emergente que se constrói a partir das escolhas do jogador, o game não apenas homenageia o gênero zumbi, mas também o renova com personalidade e criatividade. Uma excelente pedida para quem busca uma experiência desafiadora, imersiva e repleta de tensão.
História/Conceito
95
Gameplay
100
Diversão
95
Som/Trilha
100
Design
100
Prós
Atmosfera envolvente com excelente ambientação anos 80
Mistura equilibrada de gestão de abrigo, exploração e stealth
Sistema de turnos bem implementado e intuitivo
Exploração recompensadora com mapas variados e detalhados
Trilha sonora eficaz e imersiva
Sistema de pistas e rotas de fuga adiciona uma meta clara e intrigante
Contras
Ausência de personalização dos sobreviventes
Curva de aprendizado pode ser íngreme para iniciantes
A gestão do tempo em turnos pode causar frustração em algumas situações
98

[Nota do Editor: Into the Dead: Our Darkest Days foi analisado a partir da sua versão para PC via Steam. A cópia do jogo foi gentilmente cedida pela MKTR Agency para avaliação.]

Neto Verneque

Autor /

O corpo do Mario. A sociabilidade do Link. A fome do Kirby. E tão vencedor na vida quanto o Ash Ketchum.

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