Que tal dar suporte a diversos criadores LGBTQ+ ao invés de apoiar uma autora de livros infantis transfóbica? Essa é a ideia do pacote Trans Witches are Witches (Bruxas Trans são Bruxas) lançado hoje, dia 10 de fevereiro, na itch.io.

O bundle inclui 69 jogos de videogame e de mesa de criadores LGBTQ+ sobre magia/bruxas/bruxaria. Está custando US$ 60,00, o antigo preço padrão para um videogame AAA, com o objetivo de dar esse dinheiro a criadores transgêneros e não conformes de gênero.

São 56 criadores por trás dos 69 trabalhos disponíveis no pacote e os lucros das vendas serão divididos o mais uniformemente possível entre esses criadores, dadas as limitações atuais do sistema de pagamento do itch.io.

Os jogos elegíveis para fazer parte deste pacote simplesmente tinham que ser sobre magia de alguma forma e serem feitos por pessoas LGBTQ+ ou com personagens que fazem parte dessa comunidade. Juntos, eles esperam fornecer muitas alternativas a Hogwarts Legacy e, ao mesmo tempo, colocar dinheiro diretamente nos bolsos de criadores queer.

“Toda vez que uma peça abertamente prejudicial da cultura pop é lançada, parece que há poucas opções além de se preparar para o impacto e esperar que seja rapidamente esquecido. […] Não posso impedir que Hogwarts Legacy seja lançado, assim como não posso impedir que J.K. Rowling continue usando os lucros para financiar grupos de ódio transfóbicos, mas o que posso fazer é tentar canalizar um pouco da raiva e da culpa em torno do jogo de volta para os bolsos das pessoas que estão sendo prejudicadas pela lucratividade contínua de Harry Potter. Administrar uma coletânea não é um ato radical, não vai neutralizar a violência que J.K. Rowling infligiu e continua a infligir às pessoas trans, mas espero que ter um momento de visibilidade trans (compensada financeiramente) possa servir como um pequeno alívio do ataque de manchetes e postagens desmoralizantes em torno do lançamento de Hogwarts Legacy (para não falar do assédio de pessoas trans já estão experimentando só de mencionar o jogo).”

KRITIQAL’s Nathalie, organizadora da coletânea em entrevista ao site Gayming Magazine

Fonte: Gayming Mag