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EUA | EA afirma para funcionários que não defenderá direitos trans e de abordo publicamente

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A EA realizou na terça-feira, 24 de maio, uma reunião interna entre funcionários e administração e o site Kotaku teve acesso à transcrição de tal reunião que mostrava que a desenvolvedora de títulos como The Sims e FIFA não está disposta a publicamente apoiar leis e direitos trans e sobre aborto nos Estados Unidos.

Os funcionários teriam pediram à EA para fazer uma declaração pública sobre o vazado projeto de decreto da Suprema Corte americana que mostrou que o tribunal está prestes a retirar os direitos constitucionais ao aborto dos cidadãos dos EUA, bem como classificar, no Texas, que a afirmação de gênero para jovens trans seria “abuso infantil”, entrando assim na onda de anti-legislação trans que varre a América.

Mesmo apoiando publicamente o movimento Black Lives Matter em 2020 após o assassinato de George Floyd, os funcionários da empresa foram informados de que “ser uma empresa inclusiva significa incluir todos esses pontos de vista”.

Uma coisa sobre o mundo hoje é que há muita divisão, sabemos disso, vemos isso todos os dias, mas o que nos une é que estamos todos aqui para fazer jogos e experiências incríveis para nossos jogadores, e é assim que temos o impacto mais positivo no mundo.

“Essas coisas são difíceis e são pessoais e todos nós temos nossas próprias perspectivas e às vezes não falamos, e isso será perturbador e eu entendo isso, nós realmente entendemos.”

Mala Singh, chefe de Recursos Humanos

Singh também teria dito aos funcionários da EA que fizessem uso dos “círculos de cura” da empresa de jogos para processar seus sentimentos sobre direitos trans e aborto. Tais círculos de cura seriam sessões de saúde mental em grupo centradas em questões específicas, que são disponibilizadas aos funcionários como parte dos benefícios de saúde da empresa.

Em um comunicado à publicação, a diretora de comunicações corporativas da EA, Lacey Haines, disse:

Não vamos comentar mais sobre a reunião interna, pois é um fórum confidencial da empresa.

“Dito isso, trabalhamos para criar um ambiente onde nossos funcionários possam falar sobre questões complexas em nosso mundo hoje. Fazemos isso de várias maneiras, desde reuniões coletivas até discussões no Slack, diálogos em grupo, pesquisas e muito mais.

“De tudo isso, reconhecemos que esses tópicos são profundamente pessoais e sabemos que há muitas opiniões fortes, e alguns ficarão desapontados quando dissermos que não estamos fazendo declarações públicas porque estamos focados nas maneiras pelas quais podemos apoiar nosso pessoal em todo o mundo como seu empregador.

“É isso que estamos fazendo, neste caso, garantindo que as pessoas tenham acesso aos benefícios de saúde que oferecemos como empresa, mesmo que não estejam disponíveis localmente.”

Lacey Haines, diretora de comunicações corporativas da EA

Fonte: Pink News

Neto Verneque
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