Esquadrão 51 contra os Discos Voadores é um shoot’em up nacional que chega hoje, dia 16 de março, no Nintendo Switch, após um bom sucesso na Steam. O game mistura muitas cutscenes e diálogos com um jogo de naves e tiros em 2D todo banhado em uma estética de filme antigo dos anos 50. O criador e roteirista do jogo, Márcio Rosa, conversou com a gente sobre a concepção dele e a recepção do público, veja só:

Rainbow Road: Como surgiu a ideia de fazer um jogo shoot’em up em estética retro e recheado de cutscenes?

Márcio Rosa: A primeira ideia que surgiu foi fazer um jogo shmup. Só depois, enquanto pensava sobre o que ia ser o enredo, ambientação etc., veio a ideia de combater alienígenas e, então, de fazer isso no estilo dos filmes de disco voador e demais sci-fi dos anos 1950. Como tinha amigos na indústria local de cinema aqui do Rio Grande do Sul, então pensei que seria uma boa ideia juntar o pessoal para incluir as sequências em live action, pois tinha tudo a ver com esse estilo.

Rainbow Road: Como tem sido a recepção do público com o jogo?

Márcio Rosa: Ainda que não tenhamos um público imenso, a recepção tem sido bem positiva. Houve um esforço de fazer uma experiência balanceada e de uma forma que funcionasse com o visual estilizado e em preto e branco, e pela reação dos jogadores, parece ter funcionado bem.

Rainbow Road: Esquadrão 51 contra os Discos Voadores traz uma alma bem americana, com histórias de alienígenas e exércitos lutando contra, filmes em preto e branco dos anos 50, a trilha, as locuções. Tem algum tempero brasileiro nesse mix?

Márcio Rosa: Com certeza. Essa ironia é proposital, já que o formato e estilo é muito norte-americano, mas o conteúdo representa algo bem nacional. Essa ideia vem um pouco da própria indústria cinematográfica, onde as produções costumam representar bastante a época e o local de origem. Não vou entrar em muitos detalhes dessa parte porque é mais divertido ir descobrindo jogando, mas até a questão de termos filmado e gravado vozes em português veio desse princípio.

Rainbow Road: O Nintendo Switch é uma das grandes plataformas de jogos indies, como acham que vai ser a recepção do jogo no híbrido da Nintendo?

Márcio Rosa: É difícil saber antecipadamente, até porque o jogo é de um gênero um pouco mais nichado. Mas sim, temos alguma expectativa de que se saia bem nesta plataforma – e no Xbox também, já que são os dois consoles onde é de conhecimento geral que os jogos indies costumam atrair mais público.

Rainbow Road: Alguma dica para quem vai jogar Esquadrão 51 contra os Discos Voadores?

Márcio Rosa: Não desanimem se acharem o jogo difícil no começo! É normal nesse gênero, mas o jogo oferece bastante recompensas em formas de itens e power-ups conforme você vai jogando e isso vai facilitando aos poucos.

Confira a review completa de Esquadrão 51 contra os Discos Voadores neste link. O jogo já está disponível no Nintendo Switch.